Mercedes-Benz reforça eficiência estratégica e convida fornecedores a otimizar custos
Com o objetivo de acelerar a sua transição e garantir a competiti (...)
09 Junho 2026
09 Junho 2026
Com o objetivo de acelerar a sua transição e garantir a competitividade a longo prazo, a Mercedes-Benz está a intensificar o seu plano de eficiência global. A nova diretora de compras do grupo, Yanni von Roy-Jiang, em funções desde janeiro, assumiu a liderança deste processo, focando-se na consolidação de uma estrutura financeira robusta em alinhamento com as diretrizes do presidente do grupo, Ola Källenius.
Numa comunicação enviada diretamente aos parceiros comerciais, e a que a revista Manager Magazin teve acesso, a gestora propõe uma colaboração mais estreita para a revisão de preços. O objetivo central, segundo a missiva, é «Reforçar a resiliência da Mercedes-Benz e da nossa própria rede de fornecedores».
Colaboração e inovação na cadeia de abastecimento
Longe de ser apenas uma exigência unilateral, a iniciativa surge como um convite à coesão e à inovação. A Mercedes-Benz espera que os seus fornecedores apresentem propostas baseadas em «alavancas técnicas e comerciais» que permitam alcançar «posições de custos competitivas e independentes».
Embora este tipo de reajuste gere debates naturais e alguma expectativa entre os parceiros de negócios, a medida é vista internamente como um passo necessário para adaptar a cadeia de valor à nova realidade do mercado automóvel mundial.
Antecipação de metas: O programa "Next Level Performance"
Esta estratégia de compras integra o plano de eficiência «Next Level Performance», um programa desenhado em Estugarda para otimizar as despesas da empresa. Demonstrando agilidade operacional, a meta inicial de poupança de cerca de 5,5 mil milhões de dólares — prevista para o final de 2027 — foi antecipada, com o grupo a prever agora o seu cumprimento já no final deste ano.
Adicionalmente, a Mercedes-Benz planeia otimizar os seus custos variáveis em mais 2,8 mil milhões de dólares, uma vertente que está sob a liderança do Diretor de Desenvolvimento, Jörg Burzer.
Adaptação à transição energética
Esta aceleração na gestão financeira responde à necessidade de equilibrar os investimentos contínuos e elevados em novas tecnologias de propulsão e o atual ritmo de adoção de veículos elétricos pelo mercado global.
Apesar de as margens operacionais estarem temporariamente mais moderadas do que os habituais dois dígitos do grupo — fixando-se em 3,7% no último exercício e com uma projeção que pode chegar aos 5% para 2026 —, estas medidas preventivas visam precisamente blindar a rentabilidade da construtora e assegurar o seu pioneirismo na mobilidade do futuro.
Fonte: all-about-industries.com
Artigos promovidos:
• norelem simplifica reconfigurações com novos parafusos de fixação excêntricos
• Eletroímanes e ímanes permanentes da norelem: fortes, controláveis e fiáveis
• Inovação mundial chega a Portugal: FUCHS lança “Smart Services”