Christian Dihlmann eleito Presidente da ISTMA World para o mandato 2026-2029
Durante a Assembleia Geral da ISTMA World, realizada em Shangai, (...)
08 Julho 2026
08 Julho 2026
O arranque do Fórum Industrial de Defesa, na cimeira da NATO em Ancara, ficou marcado pelo anúncio de investimentos massivos que superam os 50 mil milhões de dólares (cerca de 44 mil milhões de euros). O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, e a sua vice, Radmila Shekerinska, detalharam um conjunto robusto de contratos bilaterais e multinacionais destinados a modernizar as capacidades militares dos aliados e a responder às exigências de Donald Trump para que a Europa e o Canadá acelerem os seus gastos em defesa (rumo à meta de 5% do PIB até 2035).
Entre os principais anúncios destacam-se:
• Capacidades Anti-Drone: Investimento de 40 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos na Drone Edge initiative, que inclui a formação intensiva de operadores.
• Vigilância Aérea e Espaço: Aquisição de até 10 aviões GlobalEye da Saab (4,5 mil milhões de dólares) e lançamento do programa HALO para integrar satélites militares numa "mega constelação", além da expansão espacial da Turquia e Espanha.
• Reabastecimento e Aviação: Expansão das frotas multinacionais com os modelos Airbus A330 MRTT e A400M, e aquisição de aeronaves não tripuladas Triton.
• Mísseis e Munições: Iniciativas de 1,6 mil milhões de dólares para padronizar munições de artilharia (155 mm) e fabricar mísseis de cruzeiro de baixo custo. Foi ainda celebrada uma parceria transatlântica para produzir e manter armamento norte-americano (como tanques Abrams e mísseis Stinger) em solo europeu.
A nível geopolítico e financeiro, o Canadá garantiu um novo cheque de 570 milhões de euros em ajuda militar à Ucrânia, e Trump acenou com o levantamento de sanções à Turquia. Para sustentar esta "revolução industrial", um consórcio de grandes bancos internacionais já se comprometeu a mobilizar 217 mil milhões de dólares em capital privado para o sector da defesa.
Impacto Potencial na Indústria de Moldes
Este plano de rearmamento e a forte aposta na produção industrial militar europeia trarão repercussões diretas e altamente benéficas para a indústria:
• Diversificação e Alta Tecnologia: O investimento maciço em drones, satélites, aviões e sistemas aeroespaciais exige componentes estruturais de elevada precisão, caixas eletrónicas herméticas e peças em materiais compostos ou polímeros avançados. A indústria de moldes será chamada a desenvolver soluções complexas para dar resposta a esta vaga de novos componentes.
• Localização da Produção (Insetting e Reshoring): O acordo para produzir e manter equipamentos de Defesa norte-americanos dentro da Europa cria uma cadeia de abastecimento regional robusta. Os fabricantes de armamento europeus (como a Rheinmetall, Airbus ou Saab) precisarão de parceiros de proximidade ágeis e de confiança para o fabrico de moldes de injeção e fundição injetada.
• Especificações Estritas e Maior Valor Acrescentado: Os moldes para o sector da Defesa exigem critérios de tolerância zero, certificações rigorosas e confidencialidade. Embora o processo de entrada nesta cadeia de valor seja exigente, as empresas de moldes que se adaptarem garantirão contratos de longo prazo e com margens financeiras significativamente superiores às do tradicional sector automóvel.
Esta viragem para uma "economia de defesa" europeia representa uma oportunidade de ouro para o sector dos moldes mitigar a volatilidade de outros mercados, alavancando a sua capacidade de engenharia de precisão para se posicionar como um parceiro estratégico vital na nova infraestrutura de segurança transatlântica.
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